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Pela primeira vez desde a febre grunge, as estrelas do punk rock dos anos 90 – The Offspring - retorna ao Alasca


Seria quase impossível para o guitarrista do Offspring Noodles Wasserman esquecer a sua primeira viagem para o Alasca.  A viagem coincidiu com a maior conquista na carreira da banda e também com um dos eventos mais trágicos na história do rock contemporâneo.

O show na competição de snowboard “King of the Hill” em Valdez aconteceu em 8 de abril de 1994, no dia em que o álbum “Smash” da banda – que produziu os singles “Come Out and Play”, “Self Esteem” e “Gotta Get Away” – foi lançado. Fazendo jus ao seu faturamento, o álbum foi o maior triunfo do grupo e um divisor de águas na carreira da banda. Nesta mesma data o legendário líder do Nirvana, Kurt Cobain, foi encontrado morto em sua casa em Seattle.

"Foi uma loucura, foi muito louco", disse Wasserman, que atende pelo nome de Noodles no palco. "(A viagem) foi muito divertida. O tempo estava bom. Foi em abril, e eu pratiquei snowboard pela primeira vez. Fomos até lá por três ou quatro dias apenas para sair e beber. Foi maravilhoso. "

"Smash" ganhou o disco de platina seis vezes, produzindo grandes sucessos para uma banda que já tinha passado quase uma década se destacando na cena punk da Califórnia.

E enquanto Nirvana estava intimamente associado com a cena grunge no Noroeste do Pacífico no início dos anos 90, eles eram parentes muito mais próximos do punk rock inflamado tocado por The Offspring.

Noodles dá os créditos ao Nirvana por ter criado a oportunidade para o Offspring e outras bandas com o mesmo estilo alcançarem públicos maiores.

 "Eles mudaram a indústria da música", disse Noodles. "Estava tudo muito saturado. Nirvana apenas disse 'Nós somos três caras. Isso é o que somos. Nós nem sempre temos tempo de fazer a barba ou tomar banho e nós amamos fazer música nua e crua." E é disso que se trata o rock ‘n’ roll. Nirvana decolou, abriu as portas e mudou tudo. "

Dexter Holland e Greg Kriesel decidiram começar uma banda em 1984, depois de assistir a um show do Social Distortion em Garden Grove, Califórnia. Em 1986, a dupla tinha adicionado Noodles e James Lilja na bateria.

O grupo começou a fazer ligações entre revistas punks como Flipside e turnês da cena punk na Califórnia e arredores.

"Você tinha que sair nessas revistas e subir em uma van ou uma caminhonete", disse Noodles. "Você meio que tinha amigos por correspondência em todo o país e fazia passeios em todo o país. Era realmente o nosso hobby. Nós não esperávamos que se tornasse mais do que o nosso hobby. Nós amávamos sair, tocar punk rock e fazer música com e para um bando de idiotas como nós ".

 


 

No ínicio dos anos 90 a banda já tinha desenvolvido uma sequência bastante raivosa na cena punk e assinou com a Epitaph Records ao lado de bandas como Rancid e Pennywise, que também tocaram no show em Valdez, em 1994.

O lançamento de “Ignition” em 1992 fez com que o Offspring alcançasse o mesmo nível dos seus colegas de gravadora.

“Queríamos fazer algo tão bom quanto o que eles tinham feito”, disse Noodles.

Com o lançamento de “Smash” em 1994, The Offspring começou a produzir grandes sucessos e ao mesmo tempo sem deixar de lado as suas raízes punks. “Come Out and Play” e “Self Esteem” contribuiram para que o The Offspring batesse o recorde de vendas para uma produção independente.

"Nós fizemos 'Smash' com um orçamento apertado", disse Noodles. "Nós tinhamos que ligar e se ninguém estivesse usando o estúdio, nós podíamos usa-lo pela metade do preço."

Como já é de se esperar quando bandas punk se tornam famosas, houveram algumas rejeições, mas Noodles disse que era de "novos punks," não entre os fãs de longa data.

“Nós escutamos um monte de merda por causa disso, mas não dos nossos fãs,” disse ele. “Nossos fãs estavam amarradões. Eles viram que nós não estávamos fazendo nada de diferente. Nós não estávamos mais fazendo música só para eles. Agora era pra todo mundo.”

Enquanto o Guns N’ Roses estava gastando “milhões de dólares” em vídeos, Noodles disse, “nós fomos para o quintal de alguém e gravamos os nossos por $10,000 e a maior parte foi para a cerveja e a comida.”

“Eu gostaria de dizer que (o sucesso) não subiu à nossa cabeça, mas eu tenho certeza que subiu”, ele disse. “Ao mesmo tempo, nós sabíamos como éramos enquanto banda e como trabalhávamos juntos. Nós chegamos à conclusão que não fomos nós que mudamos. Não estavávamos melhores ou piores do que éramos antes. O mundo que nós vivíamos havia mudado. Isso manteve a gente com a cabeça baixa e os pés no chão.”

A banda está trabalhando no novo álbum, programado para ser lançado no início de 2017 já com meia dúzia de músicas prontas para a gravação.

“Nós continuamos planejando entrar no estúdio em breve”, disse Noodles. “Nós ainda devemos fazer um vídeo. Vai ser interessante ver o que vai acontecer.”

 

Entrevista original: https://www.adn.com/arts/music/2016/10/27/for-the-first-time-since-grunge-was-huge-90s-punk-rock-stars-the-offspring-return-to-alaska/

Traduzido para o português por Isabella Guzzardi Hable

 

 



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Dois anos e sete meses após a última vinda ao Brasil, o Festival Rock  Station deu fim à espera pelo próximo show do Offspring. Juntamente com Dead Kennedys, Anti-Flag e Dona Cislene, o evento que já tem edição confirmada para o próximo ano, aconteceu no dia 1° de Setembro, no Espaço das Américas, São Paulo. 
A banda subiu ao palco às 23:40, com a pontualidade habitual para sua sétima apresentação no Brasil. Com a casa praticamente lotada e já aquecida pelos shows anteriores - com destaque para Anti-Flag que levantou o público e certamente saiu do EDA com novos fãs - um a um os integrantes entraram no palco, formando o tão aguardado Offspring. 

A apresentação já iniciou com uma surpresa, com "You're Gonna Go Far, Kid" escolhida pra abrir, diferente do que acontece há alguns anos, onde o habitual seria All I Want.  Em seguida, a inesperada presença de "The Noose", do álbum Splinter, deixou o show muito inflamado, devido ao fato de o setlist não trazer muitas surpresas para o público habitual da banda. Para acabar com a curiosidade, logo veio a execução do último single lançado pela banda: "Coming For You", ainda inédita em apresentações no Brasil. A canção se mostrou ainda mais incrível  e extremamente bem executada. Na sequência vieram "Original Prankster", "All I Want", "What Happened to You?", "Staring at the Sun" e um verdadeiro presente para os fãs: Noodles anunciava naquele momento que a próxima canção  seria executada a pedido de um grupo de fãs feito através de campanha na Internet (yeah, NÓS, Noodles falou de nós!). E com a mesma sensação da emoção de quem assiste um primeiro show, tocaram "The Meaning of Life". A apresentação seguiu com "Bad Habit", "Hit That", "(Can't Get My) Head Around You", o mega hit "Pretty Fly (For A White Guy)" e "The Kids Aren't Alright". O encore ficou por conta de "Americana" e "Self Esteem". 

Além das mudanças de ordem das músicas apresentadas e surpresas que entraram e também as que ficaram de fora - como "Have You Ever" - foi destaque a visível satisfação e alegria da banda em estar mais uma vez no Brasil. Dexter se mostrou muito mais simpático e comunicativo e visivelmente feliz, mas ainda assim o destaque de interação  com o público ainda fica com Noodles. O guitarrista está sempre pronto para alguma piada ou momento de descontração - tem até dancinha coreografada com Todd Morse (guitarrista de apoio) em "Self Esteem". 

Além disso, o que vimos foi uma banda muito entrosada, relaxada e confortável no palco, além da incrível afinação e fôlego de Dexter tornando o show impecavel. O baterista Pete Parada mostra que está no mesmo patamar de energia e concentração que coloca nas baquetas, mostrando sua competência e confirmando o acerto absoluto da banda em tê-lo como atual baterista, cargo que já beira os 10 anos. E Noodles, apesar dos 53 anos, dá um verdadeiro show de vitalidade no comando da guitarra.

 

 

Two years and seven months after the last visit to Brazil, the Rock Station Festival ended the wait for the next Offspring concert. They shared the stage with Dead Kennedys, Anti-Flag and Dona Cislene, the event took place on September 1st  at Espaço das Americas, Sao Paulo, and is already confirmed for next year.

The band took the stage at 11:40 pm for their 7th show in Brazil, punctual as always. With a crowded house and already heated by the previous acts – highlighting that Anti-Flag was the best of the opening acts, they created an electric atmosphere and certainly left the EDA with new fans - the highly anticipated Offspring entered the stage, one by one.

The presentation began with a surprise, with the song “You're Gonna Go Far, Kid” as opener. That was different from what has happened in the past few years, which would be the usual “All I Want”. Then the unexpected song “The Noose”, from Splinter album, left the show very excited due to the fact the setlist does not usually bring many surprises for the audience. To end the curiosity of the crowd, soon came the execution of the last single released by the band: “Coming For You”, which had never been played in Brazil before. The song proved to be even more amazing than expected and extremely well executed. The following songs were “Original Prankster”, “All I Want”, “What Happened to You ?” and “Staring at the Sun”. A true gift for the fans was when Noodles announced the next song would be performed at the request of a group of fans made through an internet campaign (yeah, Noodles was talking about US!). With the same feeling of excitement of who was watching the first concert, they played “The Meaning of Life”. Next on the setlist was “Bad Habit”, “Hit That”, “(Can’t Get My) Head Around You”, the mega hit “Pretty Fly (For A White Guy)” and “The Kids Aren’t Alright”. The encore was “Americana” and “Self Esteem”.

In addition to the setlist changes and songs chosen for this show came as a surprise that some songs were added and the usual “Have you Ever” was left out.  The band was visibly happy and excited to be in Brazil again. Dexter was way more friendly, talkative and visibly happy, but Noodles is still the most interactive with the crowd. Noodles is always ready for a joke – he even had a little dance choreographed with Todd Morse (supporting guitarist) during “Self Esteem”.

Moreover, what we saw was a very tit-knit band, relaxed and comfortable on the stage. Dexter’s pitch and excitement made the show flawless. The drummer Pete Parada showed the level of energy and concentration he puts on the drums. He also showed his competence and confirming the decision of the band to have him as the current drummer, a position he has had for almost 10 years. Despite being 53 years old, Noodles, projected his vitality commanding the guitar.

 

Resenha por Raquel Nunes Patel

Traduzido para o inglês por Isabella Guzzardi Hable



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Em entrevista à Radio Futuro 88.9 fm, do Chile, Noodles fala sobre o novo álbum da banda e sobre a turnê na América Latina. Confira:

Noodles, The Offspring: “Não somos muito dados a mudar.”

Pela terceira vez na sua história, The Offspring desembarca em nosso país, dessa vez para participar do festival Rockout, neste sábado, 3 de Setembro, no Estádio Santa Laura. Por esse motivo, trocamos umas palavras com Noodles, o guitarrista da banda.

Entrevistador: Noodles, feliz de voltar para esses lados?                      

Noodles: Com certeza, já viemos duas vezes antes, na última vimos que o público é incrível, dos melhores shows que já fizemos, agora vamos a mais um.

E: É um momento de inspiração porque sabemos que estão preparando um novo álbum. Sai ainda esse ano? Está pronto?

N: Não, lamentavelmente ainda não está pronto, está na metade do caminho, temos 5 ou 6 músicas feitas e algumas outras em progresso. Tem levado um bom tempo por diversas razões: Dexter (Holland) não mora mais na Califórnia, então quase não nos vemos tão seguido para agilizar o processo. E o outro motivo é que estamos excursionando muito com a Tour, visitamos muitos lugares: Japão, Europa, América do Norte e agora América do Sul. Por isso ainda não foi possível terminá-lo.

E: Será para mais além. E pra ter ideia, esse novo álbum será na linha clássica de The Offspring ou podemos esperar algum tipo de mudança mais ou menos importante nesse sentido?

N: A maior parte será dentro do que se pode esperar de um álbum do Offspring, mas sempre tem algo novo nos discos. Definitivamente é um álbum que não deixa de lado o que fez com que nossos fãs nos sigam. Há algumas semanas lançamos uma música para o novo filme de “Sharknado 4”, está muito divertido.

E: Essa música é um indicador do que vem no álbum?

N: Soará como um álbum do Offspring. O que gostamos de fazer é um som punk, melódico, com guitarras e baixos potentes, mas são músicas que você pode cantar. Esse sempre foi o foco, sempre voltamos a isso, assim crescemos e é o que gostamos de fazer até hoje.

E: A maioria do público conheceu a banda há mais de 20 anos, com o álbum “Smash”. Como você sente que o grupo mudou desde então?

N: Não acredito que sejamos muito adeptos a mudanças. Mudamos um pouco, mas nada mais. Quando o “Smash” foi lançado já tínhamos 10 anos de banda e já sabíamos qual tipo de música queríamos fazer, estava muito definido. E isso não tem mudado muito, além de estarmos um pouco mais velhos. Só gostamos de fazer música e viver fazendo isso, isso é o que tem nos movido desde o princípio.

 

 

E: O que tem mudado com certeza é o público. Vocês notam que tem gente nova?

N: Completamente, sempre nos impressiona ver a grande energia juvenil, que quando você está na frente, é o melhor do mundo. Há muita inspiração ali, os jovens são os que estão construindo o futuro.

E: O que podemos esperar desse novo show em Santiago?

N: Temos um bocado de hit, tocamos “Self Esteem”, “Pretty Fly (for a white guy)”, “You’re Gonna Go Far, Kid”, os grandes êxitos...mas também algumas músicas mais específicas, de álbuns como “Splinter”, canções como “Long Way Home”, coisas assim. Em geral é um show mais para o fã de Offspring que para um festival. É como dizer que é um show que qualquer um pode aproveitar, mas com esses gestos para os fãs. 

E: Tem alguma música que, particularmente, você goste de tocar ao vivo?

N: Gosto de todas, na verdade. Mas as mais novas são as que dão mais prazer tocar porque ainda parece novidade. E sempre gostei de tocar músicas como “Bad Habbit”, “Self Esteem” e “The Kids Aren’t Alright”, são divertidas de tocar.

Por Jorge I. Lagás.

Entrevista original: futuro.cl — http://www.futuro.cl/blog/2016/09/noodles-the-offspring-no-somos-dados-evolucionar/

Traduzido para o português por Raquel Nunes Patel



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Postado por IsabellaGuzzardi | 8-09-2016 | Comentários
#TheOffspring #Noodles #Chile #AmericaLatina

Então, galera, dando sequência a nossa tentativa de fazer a banda tocar alguma musica diferente aqui no Brasil abrimos uma votação das músicas favoritas. A banda já sabe da nossa mobilização e agora é a hora de atacarmos de outra forma. Pra isso resolvemos escolher uma das músicas mais votadas (The Meaning Of Life) e dar ênfase nela já que a banda tem tocado com alguma frequência em outros shows.

Como faremos isso?

Um vídeo compilado de fotos com plaquinhas escritas #‎PlayTheMeaningOfLifeInBrazil‬ e a música de fundo.

Quer participar e aparecer no vídeo? Leia atentamente as REGRAS PARA PARTICIPAR:

- 3 fotos por pessoa (1. uma placa escrito ‪#‎Play‬, 2. uma placa escrito The Meaning Of Life, 3. In Brazil).

EXATAMENTE DESSA FORMA, com letras maiúsculas e minúsculas como no exemplo;

- Fotos com boa iluminação e boa resolução. Evitem Tekpix e celulares "lanterninhas" com câmera vga;

- Folha de ofício branca escrito em caneta, hidrocor ou piloto da cor PRETA (evitar letras finas, pois a mesma não irá aparecer). Pode ser impresso também, desde que esteja nas regras.

- Plano da foto mais fechado, pegando da altura do peito pra cima, e PRINCIPALMENTE com foco na placa. Dica: Coloque a placa perto do rosto se quiser que ele apareça.

"Ah, mas eu mandei e minha foto não apareceu". Se não apareceu é porque não estava nas regras, e não adianta reclamar. 
Só serão consideradas as primeiras 3 fotos enviadas, portanto, não adianta enviar mais do que isso.

ATENÇÃO

- Prazo máximo para o envio das fotos será até o dia 08/08 (segunda-feira).
- Enviar para o e-mail: offspringbrasil@outlook.com, com o assunto "The Meaning Of Life".


Curtam: https://www.facebook.com/OffspringBR/?fref=ts
Entrem: https://www.facebook.com/groups/268043456567374/

**foto por: Tijs Van Leur



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No dia 20 de Julho, Noodles participou do podcast da rádio americana KROQ. O guitarrista já participou de inúmeras entrevistas pela rádio que lançou a banda com o Smash em 1994. Logo no início da reportagem, o guitarrista já se diz muito animado pela entrevista e com uma ótima energia pelos inúmeros shows e festivais em que passou pela Europa e os imprevistos com o clima lá.

Em seguida o apresentador fala sobre uma pequena surpresa que o The Offspring tem aos fãs, contando que tem um pedacinho desta brilhante canção e em seguida Noodles já entrega dizendo: “Sim, eu e Dexter somos grandes fãs de Sharknado!”. E então a música é apresentada seguida de elogios do apresentador. 

Noodles diz que não gostaria que os fãs odiassem a banda por conta da música, mas diz que acredita não ter motivos para isto. Em seguida, entram no assunto de novas músicas e sobre o possível lançamento de um novo álbum.

Vocês podem conferir a entrevista completa por aqui(começa em 52:29)

Quem é este tal de Sharknado?

A canção apresentada, é uma paródia da “Gingantor” da banda The Dickies que estará na trilha sonora do filme Sharknado 4, um filme de gênero trash ou como alguns críticos chamam “quanto pior melhor”, é dirigido George R.R. Martin, sim aquele mesmo que criou Game Of Trones.

O filme estará nos cinemas a partir do dia 31 de julho, em todo o mundo.

Atualização:

A banda liberou em todas as suas redes sociais, a versão completa da música que irá ao filme.

 

*Caso esteja com dificuldades de iniciar o podcast acesse por aqui: http://kroq.cbslocal.com/kevin-bean-podcast-july-2016/


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No dia 10 de Junho, a banda começou a turnê de 2016 na Europa, começando pela Austria no Nova Rock Festival. Neste show, o The Offspring apresentou, além de seus grandes hits sempre presentes nos shows, as músicas Gone Away e Genocide.

Na Suíça, no dia seguinte (11), pelo Greenfield Festival, a banda montou o mesmo repertorio do show anterior, porém em ordens diferentes. Assista a Genocide.

Já no show em Milão, Itália, no dia 13,  Genocide deu lugar a Cool To Hate e surpreendeu os fãs, tendo feedback muito positivo. Photo: Tijs van Leur

No dia seguinte em Rimini, também na Itália, nem Cool To Hate ou Genocide, deram as caras no setlist, mas What Happened to You?  apareceu de novo depois de algum tempo e, nada mais nada menos, que Long Way Home que, por razões óbvias,  nem é necessário comentar qual foi o feedback. 

Tilburg, na Holanda dia 16 de junho contou com Cool To Hate e Lightining Rod, ambas com resposta muito positiva da audiência. 

Dia 17, no Festival Hell Fest na França, a banda trouxe de volta What Happened to You?  e Hammerhead, fora dos shows há alguns meses.

Na Inglaterra, pelo Summer Nationals com Bad Religion e Templeton Pek, dia 19, The Noose veio como segunda música do show, que não é tocada desde 2004 (segundo registros do site setlist.fm). Million Miles Away e Mota também entraram no mesmo setlist.

Dia seguinte, também pelo Summer Nationals e com as mesmas companhias, porém na Escócia, a banda apresentou novamente The Noose e colocou no repertório do dia 20, Million Miles Away e Da Hui.                                                                                                                   

Londres, dia 22, foi pancada. Dia de agradar todo mundo e ainda teve a cereja do bolo desta turnê: The Noose, Million Miles Away, Session, Cool to Hate, Genocide e cover de The Clash, a clássica Should I Stay or Should I Go.

Chegada a vez da banda no Southside Festival, na Alemanha dia 24, uma tempestade fez com que o show fosse cancelado. Pete Parada, baterista da banda, em seu Instagram postou um vídeo com a seguinte legenda: “Essa foi a tempestade da última noite que cancelou nosso show. Sentimos muito em não ter conseguido tocar e esperamos que todos tenham ficado bem e em segurança.” 

E em Hurricane dia 25, novamente a chuva estragou os planos da banda e dos fãs. Mais uma vez Pete deu as caras pedindo desculpas pelo imprevisto: “Então essa era a lagoa formada atrás do nosso palco. Sentimos muito por cancelar dois shows em sequência devido ao clima da Alemanha. Gostaria de mandar um imenso muito obrigado à nossa incrível equipe que encarou a tempestade e nos levou de um lado pro outro dos dois festivais, prontos para ir caso o clima permitisse. Eles dão duro e são um ótimo grupo de pessoas e me sinto sortudo por trabalhar com eles todos os dias.”

Dia 1º de Julho, no festival Rock Werchter na Bélgica, não teve surpresas em função de ser festival e o tempo de show ser mais apertado para as bandas. Então o The Offspring se apresentou com o setlist tradicional, abrindo com You’re Gonna Go Far Kid e encerrado com a clássica Self Esteem.

De volta a França no dia seguinte, na cidade de Arras, a banda apresentou como em seu último show, porém substituiu a canção Gotta Get Away pelo som SKA What Happened to You? 

4 de julho, na República Checa, foi da pauleira de Slim Pickens a mansa versão de Gone Away tocada no piano por Dexter.

5 de julho, de volta a França, mas para apresentação na cidade de Lyon teve após a entrada com You’re Gonna Go Far Kid, a canção The Noose, nada mais nada menos que THE MEANING OF LIFE, mais uma vez passando pelo repertório What Happened to You? E novamente Gone Away em todo seu sentimento tocada no piano.

Resurrection Fest, Viviero na Espanha, dia 8, a banda subiu ao palco e tocou The Noose, Original Prankster(no lugar de The Meaning Of Life) e mais uma vez Gone Away em toda sua glória no piano.

 

Créditos:
Fotos 1 e de capa: Tijs van Leur/Offspring
Foto 2: Pete Parada 



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Postado por | 10-07-2016 | Comentários

Fala, galera! Se liga na segunda parte da entrevista que o The Offspring deu para a Rolling Stone em abril de 2014!

 

"Gurewitz: Até aquele momento eu realmente não achava que nenhuma das nossa bandas iria estourar. Tivemos alguns grupos na Epitaph que eram maiores que outros, mas nenhum deles nunca tinha chegado a esse nível de aceitação. Nem perto disso. O que o Offspring fez foi passar por cima de todo mundo.

Noodles: Nós fizemos o vídeo do “Come Out and Play” com o Darren Lavett por, tipo, $5.000. O que foi inédito. Guns 'N Roses estava gastando milhões de dólares fazendo vídeos, mas nós filmamos o nosso na casa de um cara em um subúrbio de L.A. A gente ficou amontoado na garagem dele e cobrimos as paredes com mylar, tipo o que você vê nos balões de hélio. Fazia um milhão de graus lá dentro. Depois nós trouxemos um grande fã. Então esse plástico refletivo ficava meio que voando ao nosso redor enquanto a gente tocava. Eu acho que a maior parte do orçamento foi gasto em cerveja e carne para o churrasco depois da filmagem.

Holland: Depois, foi tipo “Ok, você está na MTV, você está no rádio, vá pegar a estrada!” Então nós tocamos em lugares com capacidade para 500 pessoas, em todo o país. E quando voltamos para casa depois disso, “Come Out and Play” acabou e “Self Steem” se tornou hit, aí foi “Agora você vai lá tocar nos teatros pequenos.” Então nós saímos por todo o país de novo, tocando em lugares com capacidade para 1.500 pessoas. No final, nós estávamos tocando para 5.000 pessoas. Acho que fizemos mais de 200 shows por causa dessa música.

Gurewitz: Foi impressionante e um pouco assustador. Na época, a Epitaph era uma empresa de talvez cinco ou seis pessoas, inclusive eu. E nós tivemos que atender a essa demanda incrível. Nós tinhamos discos do Offspring ocupando o meu prédio inteiro na Santa Monica Blvd., do chão até o teto. O interior do prédio parecia um cubo maluco, cheio de vinis do Offspring, cassetes e CDs. Depois um outro prédio nosso no centro da cidade também estava lotado, além de um espaço alugado em edifícios externos. Em um determinado ponto, a coisa começou a vender tão rápido que nós começamos a distribuir diretamente às principais lojas de música do centro, ignorando totalmente os distribuidores. A música do Offspring foi sugada das lojas. Isso influenciou na minha decisão de sair do Bad Religion. Smash já era ouro ou platina, e eu tinha acabado de escrever o que seria o meu melhor álbum [Bad Religion's Atlantic – Stranger Than Fiction]. Eu tinha 32 anos, e parecia que o universo estava me dizendo que era o momento ideal para uma mudança. 

 


 

Rick Sims, ex-vocalista e guitarrista, The Didjits, co-autor de “Killboy Powerhead”: Eu ouvi de algumas pessoas, “Ei, você sabia que o The Offspring fez um cover da sua música?” E eu fiquei pensando, “Isso é ótimo! Eles gostaram da música.” Eu não pensei em ligar para eles e dizer: “Cadê o meu dinheiro?” Mas depois um amigo me disse, “Bem, você sabia que eles já venderam, tipo, 50.000 cópias desse álbum?” Então eu finalmente liguei para a Epitaph e conversei com o Brett. Eu descobri que eu poderia estar olhando para alguns mil dólares! E ele ficou, tipo “Ei, é, parece que a gente te deve algum dinheiro.” Eu nem precisei pedir para ele. Eu só disse: “Ótimo! Eu aceito a grana!” Depois eu perguntei para ele quantas cópias eles venderam. Ele disse, “Bem, vai para ouro na semana que vem.” Meu queixo caiu no chão. Então, se eu gosto da versão deles da minha música? Eu amoooo a versão deles! Eu continuo morando na casa que o The Offspring pagou para mim. Eu continuo dirigindo o carro que o Offspring pagou. Quem paga a minha aposentadoria é o The Offspring.

Gurewitz: Foi grande. Fui confrontado por cada grande gravadora vindo para cima de mim, dizendo: “Isso é maior do que você pode aguentar.” “Você deveria se aventurar conosco.” “Você deveria vender a metade da sua empresa para a gente.” Mas eu decidi continuar com as minhas origens e permanecer indie. Mas isso significava gastar tudo. Eu literalmente tive que hipotecar a minha casa duas vezes para ter o dinheiro para fazer álbuns suficientes. Eu coloquei tudo em risco acreditando que um indie poderia fazer isso como ninguém.

Noodles: Na época que o Smash começou a deslanchar, Epitaph não tinha todos os recursos que uma grande gravadora teria para gravar um álbum. Eles não tinham o pessoal da rádio, eles não tinham as pessoas da imprensa. Existem vários pequenos fatores que fazem um álbum ser feito e depois divulgado. Então nós gastamos muito do nosso bolso nesse tipo de coisa, tentando fazer com que o álbum funcionasse. E fazendo isso nós não estávamos apenas investindo em nós mesmos, mas também na Epitaph. Então, quando chegou a hora de renegociar o nosso contrato, nós achávamos que merecíamos mais do que Brett estava disposto a nos dar. Ele foi muito hesitante em fazer algo que fosse fora do normal. E nós sentimos que tínhamos feito algo incrível e merecíamos mais do que isso.

Holland: Por um lado, a Epitaph estava tentando fazer o melhor que eles podiam com a sua marca e tomaram algumas liberdades que eles não deveriam ter. Por outro lado, nos sentimos tipo: “Bem, se nós somos 95% das suas vendas, nós devemos ser tratados como tal.”

Noodles: E então [Gurewitz] estava viajando por aí com caras tipo o Richard Branson! A tensão ficou grande.

Gurewitz: Eu nunca quis vender a minha marca para uma marca maior. Eu nunca quis vender o Offspring para uma marca maior. Quer dizer, eu venho fazendo isso desde 1981. E em 2014 eu ainda não vendi a minha marca. Mas eu não os culpo por pensarem assim. Talvez alguém tenha dito isso para eles e eles acharam que era verdade. Foram tempos confusos.

Holland: Nós estávamos tentando lidar com isso da melhor maneira possível. Nós éramos os que estavam ficando para trás para tentar manter o rótulo indie. Porque isso parecia a coisa certa a ser feita. Nós éramos parte de uma marca com bandas que eram realmente nossas amigas. E naquele momento, ninguém permaneceu indie, nem o Beck ou Nine Inch Nails. Tos eles migraram para outros estilos. Mas nós estávamos trabalhando duro para manter a coisa fluindo. Nós tentamos trabalhar assim por, tipo, um ano e meio, dois anos. Mas não conseguimos.

Noodles: Então nós acabamos fechando com a Columbia [antes de 1997 de Ixnay on the Hombre]. E, de repente, nós estávamos nos esforçando muito para fazer algo maior, e também para fazer essa música ficar popular. Então você tinha caras tipo o Billie Joe [Armstrong] e Green Day, e ele estavam se esforçando muito também. Tipo, “Oh, cara! Eles estão vendendo muito! Eles não são punks!”

Holland: Não é irônico? Você começa uma banda punk porque você se sente excluído. Aí a sua banda punk cresce e você se sente excluído de novo.

 

 


 

Gurewitz: Uma coisa que eu definitivamente me arrependo é das palavras que foram ditas na imprensa. Eu gostaria de nunca ter dito uma palavra depreciativa sobre o Offspring. E eu gostaria que eles não tivessem feito o mesmo comigo. Mas as emoções esquentaram. E eu realmente não acho que qualquer músico deva ser julgado pelas pessoas por ter fechado qualquer negócio para si. O fato é que o Offspring assinou contrato com a Sony. Eles não estavam fazendo brigas de galo no quintal. Eles não estavam derramando petróleo na costa. Eles assinaram com uma marca maior. Quem se importa?

Holland: Houve alguma tensão com as pessoas, com algumas outras bandas? Houve um pouco de estranheza. Sempre houve uma espécie de rivalidade amigável, mas quando as coisas ficavam realmente grandes talvez houvesse um pouco de ciúme também... Em algum momento [banda punk veterana Orange County] Agent Orange disse que nós o roubamos. [Robbie Fileds, que detinha o direito autoral de “Bloodstains” da Agent Orange, afirmou que o Offspring roubou uma parte do solo de guitarra da música e o colocou em “Come Out and Play”] Isso foi realmente uma pena porque nós éramos fãs do Agent Orange. E é claro que eu estava familiarizado com o som deles, mas dizer que estávamos roubando não era verdade mesmo. Nós estávamos falando de algo que foi interiamente tirado do surf music. Dick Dale ou qualquer outra coisa. Ele realmente não tinha nada a ver com essa banda. E ver isso sendo dito contra nós fez com que a gente abrisse os olhos, tipo: “Uau, as coisas realmente mudaram para a gente agora.” Antes, nós não percebemos e agora estamos aqui, um alvo.

Gurewitz: Não chegou a virar uma briga judicial, mas eu lembro que houve muita reclamação e muito barulho. Eu achei que não tinha fundamento algum.

Holland: Eventualmente, um oficial olhou para a queixa e disse: “Isso é ridículo. Não é a mesma coisa de jeito nenhum.” Então, nós estávamos totalmente certos no final das contas. Mas foi algo lamentável. Anos mais tarde, nós de fato fizemos um cover de “Bloodstain” [para a trilha sonora do filme de David Arquette em 2000, Ready to Rumble]. Irônico, não?

Gurewitz: O que as pessoas precisam lembrar é que, hoje, o indie é visto apenas como estilo musical. Mas naquela época ele tinha uma definição qualitativa. E nunca tinha havido um disco de rock tão bem sucedido como o Smash. Ele elevou o nível do mar não apenas para o Offspring e para a Epitaph, mas para toda a rede – as lojas independentes de discos, os distribuidores, as marcas, os promotores, as revistas, e assim por diante. Foi um salto gigante para todo o setor indie. E isso é apenas parte do que significou para mim. Não foi apenas: “Ei, vamos trazer o punk rock para o mainstream!” Foi, “Vamos trazer o espírito do punk rock para o mainstream.”

Holland: Foi um momento louco e complicado, mas faz parte do pacote. Eu estou orgulhoso do que fomos capazes de fazer com a Epitaph, e eu seria o último cara a reclamar de qualquer coisa. Porra, eu sou o vocalista de uma banda de rock – Eu tenho o melhor emprego do mundo!

Noodles: Se há qualquer legado para o Smash este é o espírito independente desse álbum. Porque nós derrubamos Golias com a Epitaph. E eu espero que isso tenha ressoado de alguma forma. Mas, quem sabe? Recentemente eu vi Macklemore em uma entrevista para o The Colbert – e eu gosto de Macklemore – e ele estava falando sobre o sucesso que teve. Ele estava contando como eles lançaram um disco independente, como eles contrataram o seu próprio pessoal na rádio, e todo o resto, e que isso é inédito e ninguém nunca o fez antes. E eu disse a mim mesmo: “É, talvez nem tanto. Talvez isso já tenha acontecido antes...”

 

 

Traduzido para o português por Isabella Guzzardi Hable

 

Link da entrevista original: http://www.rollingstone.com/music/news/the-offsprings-smash-the-little-punk-lp-that-defeated-the-majors-20140408?page=2



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Postado por IsabellaGuzzardi | 2-07-2016 | Comentários
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