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Em entrevista à Radio Futuro 88.9 fm, do Chile, Noodles fala sobre o novo álbum da banda e sobre a turnê na América Latina. Confira:

Noodles, The Offspring: “Não somos muito dados a mudar.”

Pela terceira vez na sua história, The Offspring desembarca em nosso país, dessa vez para participar do festival Rockout, neste sábado, 3 de Setembro, no Estádio Santa Laura. Por esse motivo, trocamos umas palavras com Noodles, o guitarrista da banda.

Entrevistador: Noodles, feliz de voltar para esses lados?                      

Noodles: Com certeza, já viemos duas vezes antes, na última vimos que o público é incrível, dos melhores shows que já fizemos, agora vamos a mais um.

E: É um momento de inspiração porque sabemos que estão preparando um novo álbum. Sai ainda esse ano? Está pronto?

N: Não, lamentavelmente ainda não está pronto, está na metade do caminho, temos 5 ou 6 músicas feitas e algumas outras em progresso. Tem levado um bom tempo por diversas razões: Dexter (Holland) não mora mais na Califórnia, então quase não nos vemos tão seguido para agilizar o processo. E o outro motivo é que estamos excursionando muito com a Tour, visitamos muitos lugares: Japão, Europa, América do Norte e agora América do Sul. Por isso ainda não foi possível terminá-lo.

E: Será para mais além. E pra ter ideia, esse novo álbum será na linha clássica de The Offspring ou podemos esperar algum tipo de mudança mais ou menos importante nesse sentido?

N: A maior parte será dentro do que se pode esperar de um álbum do Offspring, mas sempre tem algo novo nos discos. Definitivamente é um álbum que não deixa de lado o que fez com que nossos fãs nos sigam. Há algumas semanas lançamos uma música para o novo filme de “Sharknado 4”, está muito divertido.

E: Essa música é um indicador do que vem no álbum?

N: Soará como um álbum do Offspring. O que gostamos de fazer é um som punk, melódico, com guitarras e baixos potentes, mas são músicas que você pode cantar. Esse sempre foi o foco, sempre voltamos a isso, assim crescemos e é o que gostamos de fazer até hoje.

E: A maioria do público conheceu a banda há mais de 20 anos, com o álbum “Smash”. Como você sente que o grupo mudou desde então?

N: Não acredito que sejamos muito adeptos a mudanças. Mudamos um pouco, mas nada mais. Quando o “Smash” foi lançado já tínhamos 10 anos de banda e já sabíamos qual tipo de música queríamos fazer, estava muito definido. E isso não tem mudado muito, além de estarmos um pouco mais velhos. Só gostamos de fazer música e viver fazendo isso, isso é o que tem nos movido desde o princípio.

 

 

E: O que tem mudado com certeza é o público. Vocês notam que tem gente nova?

N: Completamente, sempre nos impressiona ver a grande energia juvenil, que quando você está na frente, é o melhor do mundo. Há muita inspiração ali, os jovens são os que estão construindo o futuro.

E: O que podemos esperar desse novo show em Santiago?

N: Temos um bocado de hit, tocamos “Self Esteem”, “Pretty Fly (for a white guy)”, “You’re Gonna Go Far, Kid”, os grandes êxitos...mas também algumas músicas mais específicas, de álbuns como “Splinter”, canções como “Long Way Home”, coisas assim. Em geral é um show mais para o fã de Offspring que para um festival. É como dizer que é um show que qualquer um pode aproveitar, mas com esses gestos para os fãs. 

E: Tem alguma música que, particularmente, você goste de tocar ao vivo?

N: Gosto de todas, na verdade. Mas as mais novas são as que dão mais prazer tocar porque ainda parece novidade. E sempre gostei de tocar músicas como “Bad Habbit”, “Self Esteem” e “The Kids Aren’t Alright”, são divertidas de tocar.

Por Jorge I. Lagás.

Entrevista original: futuro.cl — http://www.futuro.cl/blog/2016/09/noodles-the-offspring-no-somos-dados-evolucionar/

Traduzido para o português por Raquel Nunes Patel



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Postado por IsabellaGuzzardi | 8-09-2016 | Comentários
#TheOffspring #Noodles #Chile #AmericaLatina

Então, galera, dando sequência a nossa tentativa de fazer a banda tocar alguma musica diferente aqui no Brasil abrimos uma votação das músicas favoritas. A banda já sabe da nossa mobilização e agora é a hora de atacarmos de outra forma. Pra isso resolvemos escolher uma das músicas mais votadas (The Meaning Of Life) e dar ênfase nela já que a banda tem tocado com alguma frequência em outros shows.

Como faremos isso?

Um vídeo compilado de fotos com plaquinhas escritas #‎PlayTheMeaningOfLifeInBrazil‬ e a música de fundo.

Quer participar e aparecer no vídeo? Leia atentamente as REGRAS PARA PARTICIPAR:

- 3 fotos por pessoa (1. uma placa escrito ‪#‎Play‬, 2. uma placa escrito The Meaning Of Life, 3. In Brazil).

EXATAMENTE DESSA FORMA, com letras maiúsculas e minúsculas como no exemplo;

- Fotos com boa iluminação e boa resolução. Evitem Tekpix e celulares "lanterninhas" com câmera vga;

- Folha de ofício branca escrito em caneta, hidrocor ou piloto da cor PRETA (evitar letras finas, pois a mesma não irá aparecer). Pode ser impresso também, desde que esteja nas regras.

- Plano da foto mais fechado, pegando da altura do peito pra cima, e PRINCIPALMENTE com foco na placa. Dica: Coloque a placa perto do rosto se quiser que ele apareça.

"Ah, mas eu mandei e minha foto não apareceu". Se não apareceu é porque não estava nas regras, e não adianta reclamar. 
Só serão consideradas as primeiras 3 fotos enviadas, portanto, não adianta enviar mais do que isso.

ATENÇÃO

- Prazo máximo para o envio das fotos será até o dia 08/08 (segunda-feira).
- Enviar para o e-mail: offspringbrasil@outlook.com, com o assunto "The Meaning Of Life".


Curtam: https://www.facebook.com/OffspringBR/?fref=ts
Entrem: https://www.facebook.com/groups/268043456567374/

**foto por: Tijs Van Leur



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No dia 20 de Julho, Noodles participou do podcast da rádio americana KROQ. O guitarrista já participou de inúmeras entrevistas pela rádio que lançou a banda com o Smash em 1994. Logo no início da reportagem, o guitarrista já se diz muito animado pela entrevista e com uma ótima energia pelos inúmeros shows e festivais em que passou pela Europa e os imprevistos com o clima lá.

Em seguida o apresentador fala sobre uma pequena surpresa que o The Offspring tem aos fãs, contando que tem um pedacinho desta brilhante canção e em seguida Noodles já entrega dizendo: “Sim, eu e Dexter somos grandes fãs de Sharknado!”. E então a música é apresentada seguida de elogios do apresentador. 

Noodles diz que não gostaria que os fãs odiassem a banda por conta da música, mas diz que acredita não ter motivos para isto. Em seguida, entram no assunto de novas músicas e sobre o possível lançamento de um novo álbum.

Vocês podem conferir a entrevista completa por aqui(começa em 52:29)

Quem é este tal de Sharknado?

A canção apresentada, é uma paródia da “Gingantor” da banda The Dickies que estará na trilha sonora do filme Sharknado 4, um filme de gênero trash ou como alguns críticos chamam “quanto pior melhor”, é dirigido George R.R. Martin, sim aquele mesmo que criou Game Of Trones.

O filme estará nos cinemas a partir do dia 31 de julho, em todo o mundo.

Atualização:

A banda liberou em todas as suas redes sociais, a versão completa da música que irá ao filme.

 

*Caso esteja com dificuldades de iniciar o podcast acesse por aqui: http://kroq.cbslocal.com/kevin-bean-podcast-july-2016/


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No dia 10 de Junho, a banda começou a turnê de 2016 na Europa, começando pela Austria no Nova Rock Festival. Neste show, o The Offspring apresentou, além de seus grandes hits sempre presentes nos shows, as músicas Gone Away e Genocide.

Na Suíça, no dia seguinte (11), pelo Greenfield Festival, a banda montou o mesmo repertorio do show anterior, porém em ordens diferentes. Assista a Genocide.

Já no show em Milão, Itália, no dia 13,  Genocide deu lugar a Cool To Hate e surpreendeu os fãs, tendo feedback muito positivo. Photo: Tijs van Leur

No dia seguinte em Rimini, também na Itália, nem Cool To Hate ou Genocide, deram as caras no setlist, mas What Happened to You?  apareceu de novo depois de algum tempo e, nada mais nada menos, que Long Way Home que, por razões óbvias,  nem é necessário comentar qual foi o feedback. 

Tilburg, na Holanda dia 16 de junho contou com Cool To Hate e Lightining Rod, ambas com resposta muito positiva da audiência. 

Dia 17, no Festival Hell Fest na França, a banda trouxe de volta What Happened to You?  e Hammerhead, fora dos shows há alguns meses.

Na Inglaterra, pelo Summer Nationals com Bad Religion e Templeton Pek, dia 19, The Noose veio como segunda música do show, que não é tocada desde 2004 (segundo registros do site setlist.fm). Million Miles Away e Mota também entraram no mesmo setlist.

Dia seguinte, também pelo Summer Nationals e com as mesmas companhias, porém na Escócia, a banda apresentou novamente The Noose e colocou no repertório do dia 20, Million Miles Away e Da Hui.                                                                                                                   

Londres, dia 22, foi pancada. Dia de agradar todo mundo e ainda teve a cereja do bolo desta turnê: The Noose, Million Miles Away, Session, Cool to Hate, Genocide e cover de The Clash, a clássica Should I Stay or Should I Go.

Chegada a vez da banda no Southside Festival, na Alemanha dia 24, uma tempestade fez com que o show fosse cancelado. Pete Parada, baterista da banda, em seu Instagram postou um vídeo com a seguinte legenda: “Essa foi a tempestade da última noite que cancelou nosso show. Sentimos muito em não ter conseguido tocar e esperamos que todos tenham ficado bem e em segurança.” 

E em Hurricane dia 25, novamente a chuva estragou os planos da banda e dos fãs. Mais uma vez Pete deu as caras pedindo desculpas pelo imprevisto: “Então essa era a lagoa formada atrás do nosso palco. Sentimos muito por cancelar dois shows em sequência devido ao clima da Alemanha. Gostaria de mandar um imenso muito obrigado à nossa incrível equipe que encarou a tempestade e nos levou de um lado pro outro dos dois festivais, prontos para ir caso o clima permitisse. Eles dão duro e são um ótimo grupo de pessoas e me sinto sortudo por trabalhar com eles todos os dias.”

Dia 1º de Julho, no festival Rock Werchter na Bélgica, não teve surpresas em função de ser festival e o tempo de show ser mais apertado para as bandas. Então o The Offspring se apresentou com o setlist tradicional, abrindo com You’re Gonna Go Far Kid e encerrado com a clássica Self Esteem.

De volta a França no dia seguinte, na cidade de Arras, a banda apresentou como em seu último show, porém substituiu a canção Gotta Get Away pelo som SKA What Happened to You? 

4 de julho, na República Checa, foi da pauleira de Slim Pickens a mansa versão de Gone Away tocada no piano por Dexter.

5 de julho, de volta a França, mas para apresentação na cidade de Lyon teve após a entrada com You’re Gonna Go Far Kid, a canção The Noose, nada mais nada menos que THE MEANING OF LIFE, mais uma vez passando pelo repertório What Happened to You? E novamente Gone Away em todo seu sentimento tocada no piano.

Resurrection Fest, Viviero na Espanha, dia 8, a banda subiu ao palco e tocou The Noose, Original Prankster(no lugar de The Meaning Of Life) e mais uma vez Gone Away em toda sua glória no piano.

 

Créditos:
Fotos 1 e de capa: Tijs van Leur/Offspring
Foto 2: Pete Parada 



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Postado por | 10-07-2016 | Comentários

Fala, galera! Se liga na segunda parte da entrevista que o The Offspring deu para a Rolling Stone em abril de 2014!

 

"Gurewitz: Até aquele momento eu realmente não achava que nenhuma das nossa bandas iria estourar. Tivemos alguns grupos na Epitaph que eram maiores que outros, mas nenhum deles nunca tinha chegado a esse nível de aceitação. Nem perto disso. O que o Offspring fez foi passar por cima de todo mundo.

Noodles: Nós fizemos o vídeo do “Come Out and Play” com o Darren Lavett por, tipo, $5.000. O que foi inédito. Guns 'N Roses estava gastando milhões de dólares fazendo vídeos, mas nós filmamos o nosso na casa de um cara em um subúrbio de L.A. A gente ficou amontoado na garagem dele e cobrimos as paredes com mylar, tipo o que você vê nos balões de hélio. Fazia um milhão de graus lá dentro. Depois nós trouxemos um grande fã. Então esse plástico refletivo ficava meio que voando ao nosso redor enquanto a gente tocava. Eu acho que a maior parte do orçamento foi gasto em cerveja e carne para o churrasco depois da filmagem.

Holland: Depois, foi tipo “Ok, você está na MTV, você está no rádio, vá pegar a estrada!” Então nós tocamos em lugares com capacidade para 500 pessoas, em todo o país. E quando voltamos para casa depois disso, “Come Out and Play” acabou e “Self Steem” se tornou hit, aí foi “Agora você vai lá tocar nos teatros pequenos.” Então nós saímos por todo o país de novo, tocando em lugares com capacidade para 1.500 pessoas. No final, nós estávamos tocando para 5.000 pessoas. Acho que fizemos mais de 200 shows por causa dessa música.

Gurewitz: Foi impressionante e um pouco assustador. Na época, a Epitaph era uma empresa de talvez cinco ou seis pessoas, inclusive eu. E nós tivemos que atender a essa demanda incrível. Nós tinhamos discos do Offspring ocupando o meu prédio inteiro na Santa Monica Blvd., do chão até o teto. O interior do prédio parecia um cubo maluco, cheio de vinis do Offspring, cassetes e CDs. Depois um outro prédio nosso no centro da cidade também estava lotado, além de um espaço alugado em edifícios externos. Em um determinado ponto, a coisa começou a vender tão rápido que nós começamos a distribuir diretamente às principais lojas de música do centro, ignorando totalmente os distribuidores. A música do Offspring foi sugada das lojas. Isso influenciou na minha decisão de sair do Bad Religion. Smash já era ouro ou platina, e eu tinha acabado de escrever o que seria o meu melhor álbum [Bad Religion's Atlantic – Stranger Than Fiction]. Eu tinha 32 anos, e parecia que o universo estava me dizendo que era o momento ideal para uma mudança. 

 


 

Rick Sims, ex-vocalista e guitarrista, The Didjits, co-autor de “Killboy Powerhead”: Eu ouvi de algumas pessoas, “Ei, você sabia que o The Offspring fez um cover da sua música?” E eu fiquei pensando, “Isso é ótimo! Eles gostaram da música.” Eu não pensei em ligar para eles e dizer: “Cadê o meu dinheiro?” Mas depois um amigo me disse, “Bem, você sabia que eles já venderam, tipo, 50.000 cópias desse álbum?” Então eu finalmente liguei para a Epitaph e conversei com o Brett. Eu descobri que eu poderia estar olhando para alguns mil dólares! E ele ficou, tipo “Ei, é, parece que a gente te deve algum dinheiro.” Eu nem precisei pedir para ele. Eu só disse: “Ótimo! Eu aceito a grana!” Depois eu perguntei para ele quantas cópias eles venderam. Ele disse, “Bem, vai para ouro na semana que vem.” Meu queixo caiu no chão. Então, se eu gosto da versão deles da minha música? Eu amoooo a versão deles! Eu continuo morando na casa que o The Offspring pagou para mim. Eu continuo dirigindo o carro que o Offspring pagou. Quem paga a minha aposentadoria é o The Offspring.

Gurewitz: Foi grande. Fui confrontado por cada grande gravadora vindo para cima de mim, dizendo: “Isso é maior do que você pode aguentar.” “Você deveria se aventurar conosco.” “Você deveria vender a metade da sua empresa para a gente.” Mas eu decidi continuar com as minhas origens e permanecer indie. Mas isso significava gastar tudo. Eu literalmente tive que hipotecar a minha casa duas vezes para ter o dinheiro para fazer álbuns suficientes. Eu coloquei tudo em risco acreditando que um indie poderia fazer isso como ninguém.

Noodles: Na época que o Smash começou a deslanchar, Epitaph não tinha todos os recursos que uma grande gravadora teria para gravar um álbum. Eles não tinham o pessoal da rádio, eles não tinham as pessoas da imprensa. Existem vários pequenos fatores que fazem um álbum ser feito e depois divulgado. Então nós gastamos muito do nosso bolso nesse tipo de coisa, tentando fazer com que o álbum funcionasse. E fazendo isso nós não estávamos apenas investindo em nós mesmos, mas também na Epitaph. Então, quando chegou a hora de renegociar o nosso contrato, nós achávamos que merecíamos mais do que Brett estava disposto a nos dar. Ele foi muito hesitante em fazer algo que fosse fora do normal. E nós sentimos que tínhamos feito algo incrível e merecíamos mais do que isso.

Holland: Por um lado, a Epitaph estava tentando fazer o melhor que eles podiam com a sua marca e tomaram algumas liberdades que eles não deveriam ter. Por outro lado, nos sentimos tipo: “Bem, se nós somos 95% das suas vendas, nós devemos ser tratados como tal.”

Noodles: E então [Gurewitz] estava viajando por aí com caras tipo o Richard Branson! A tensão ficou grande.

Gurewitz: Eu nunca quis vender a minha marca para uma marca maior. Eu nunca quis vender o Offspring para uma marca maior. Quer dizer, eu venho fazendo isso desde 1981. E em 2014 eu ainda não vendi a minha marca. Mas eu não os culpo por pensarem assim. Talvez alguém tenha dito isso para eles e eles acharam que era verdade. Foram tempos confusos.

Holland: Nós estávamos tentando lidar com isso da melhor maneira possível. Nós éramos os que estavam ficando para trás para tentar manter o rótulo indie. Porque isso parecia a coisa certa a ser feita. Nós éramos parte de uma marca com bandas que eram realmente nossas amigas. E naquele momento, ninguém permaneceu indie, nem o Beck ou Nine Inch Nails. Tos eles migraram para outros estilos. Mas nós estávamos trabalhando duro para manter a coisa fluindo. Nós tentamos trabalhar assim por, tipo, um ano e meio, dois anos. Mas não conseguimos.

Noodles: Então nós acabamos fechando com a Columbia [antes de 1997 de Ixnay on the Hombre]. E, de repente, nós estávamos nos esforçando muito para fazer algo maior, e também para fazer essa música ficar popular. Então você tinha caras tipo o Billie Joe [Armstrong] e Green Day, e ele estavam se esforçando muito também. Tipo, “Oh, cara! Eles estão vendendo muito! Eles não são punks!”

Holland: Não é irônico? Você começa uma banda punk porque você se sente excluído. Aí a sua banda punk cresce e você se sente excluído de novo.

 

 


 

Gurewitz: Uma coisa que eu definitivamente me arrependo é das palavras que foram ditas na imprensa. Eu gostaria de nunca ter dito uma palavra depreciativa sobre o Offspring. E eu gostaria que eles não tivessem feito o mesmo comigo. Mas as emoções esquentaram. E eu realmente não acho que qualquer músico deva ser julgado pelas pessoas por ter fechado qualquer negócio para si. O fato é que o Offspring assinou contrato com a Sony. Eles não estavam fazendo brigas de galo no quintal. Eles não estavam derramando petróleo na costa. Eles assinaram com uma marca maior. Quem se importa?

Holland: Houve alguma tensão com as pessoas, com algumas outras bandas? Houve um pouco de estranheza. Sempre houve uma espécie de rivalidade amigável, mas quando as coisas ficavam realmente grandes talvez houvesse um pouco de ciúme também... Em algum momento [banda punk veterana Orange County] Agent Orange disse que nós o roubamos. [Robbie Fileds, que detinha o direito autoral de “Bloodstains” da Agent Orange, afirmou que o Offspring roubou uma parte do solo de guitarra da música e o colocou em “Come Out and Play”] Isso foi realmente uma pena porque nós éramos fãs do Agent Orange. E é claro que eu estava familiarizado com o som deles, mas dizer que estávamos roubando não era verdade mesmo. Nós estávamos falando de algo que foi interiamente tirado do surf music. Dick Dale ou qualquer outra coisa. Ele realmente não tinha nada a ver com essa banda. E ver isso sendo dito contra nós fez com que a gente abrisse os olhos, tipo: “Uau, as coisas realmente mudaram para a gente agora.” Antes, nós não percebemos e agora estamos aqui, um alvo.

Gurewitz: Não chegou a virar uma briga judicial, mas eu lembro que houve muita reclamação e muito barulho. Eu achei que não tinha fundamento algum.

Holland: Eventualmente, um oficial olhou para a queixa e disse: “Isso é ridículo. Não é a mesma coisa de jeito nenhum.” Então, nós estávamos totalmente certos no final das contas. Mas foi algo lamentável. Anos mais tarde, nós de fato fizemos um cover de “Bloodstain” [para a trilha sonora do filme de David Arquette em 2000, Ready to Rumble]. Irônico, não?

Gurewitz: O que as pessoas precisam lembrar é que, hoje, o indie é visto apenas como estilo musical. Mas naquela época ele tinha uma definição qualitativa. E nunca tinha havido um disco de rock tão bem sucedido como o Smash. Ele elevou o nível do mar não apenas para o Offspring e para a Epitaph, mas para toda a rede – as lojas independentes de discos, os distribuidores, as marcas, os promotores, as revistas, e assim por diante. Foi um salto gigante para todo o setor indie. E isso é apenas parte do que significou para mim. Não foi apenas: “Ei, vamos trazer o punk rock para o mainstream!” Foi, “Vamos trazer o espírito do punk rock para o mainstream.”

Holland: Foi um momento louco e complicado, mas faz parte do pacote. Eu estou orgulhoso do que fomos capazes de fazer com a Epitaph, e eu seria o último cara a reclamar de qualquer coisa. Porra, eu sou o vocalista de uma banda de rock – Eu tenho o melhor emprego do mundo!

Noodles: Se há qualquer legado para o Smash este é o espírito independente desse álbum. Porque nós derrubamos Golias com a Epitaph. E eu espero que isso tenha ressoado de alguma forma. Mas, quem sabe? Recentemente eu vi Macklemore em uma entrevista para o The Colbert – e eu gosto de Macklemore – e ele estava falando sobre o sucesso que teve. Ele estava contando como eles lançaram um disco independente, como eles contrataram o seu próprio pessoal na rádio, e todo o resto, e que isso é inédito e ninguém nunca o fez antes. E eu disse a mim mesmo: “É, talvez nem tanto. Talvez isso já tenha acontecido antes...”

 

 

Traduzido para o português por Isabella Guzzardi Hable

 

Link da entrevista original: http://www.rollingstone.com/music/news/the-offsprings-smash-the-little-punk-lp-that-defeated-the-majors-20140408?page=2



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Postado por IsabellaGuzzardi | 2-07-2016 | Comentários
#TheOfsspring; #Smash; #BadReligion; #Epitaph; #Columbia

Há vinte anos, a Epitaph Records lançou o que se tornaria o álbum independente mais vendido da história. A banda e a gravadora olham para trás e se recordam das quedas, acusações e triunfos.

Em 1994, duas jovens bandas rápidas e fortes levaram o punk californiano para novos tipos de melodia e para uma inédita exposição internacional – e chegaram à multi – platina neste processo. Neste ano, o punk rock quebrou a banca (de novo), o Green Day de Bay Area vendeu mais discos, porém foi o The Offspring de Orange County que realmente ganhou espaço. O Smash deles foi, na época, o álbum mais vendido de uma gravadora independente.

No início dos anos noventa, a Epitaph Records, fundada pelo guitarrista do Bad Religion Brett Gurewits, se estabeleceu mais de uma década antes para lançar as músicas de sua própria banda como o marco zero para a nova onda punk de West Coast, produzindo discos para as rápidas bandas de skatistas como NOFX, Pennywise e para os moleques de moicano de Berkeley, Rancid. Mas foi o The Offspring que provou ser a nova estrela da logomarca. Smash, o segundo álbum da banda pela Epitaph e o terceiro na carreira da banda, foi lançado em 8 de abril de 1994, no auge da cena grunge. Por um breve momento, parecia que o som das guitarras histéricas, ritmos cafeinados e ajustados e vocais ansiosos iriam herdar a terra “aggro – rock”, e o vocalista/guitarrista Brian “Dexter” Holland, o guitarrista Kevin “Noodles” Wasserman, o baixista Greg K. e o bateirista Ron Welty (que deixou a banda em 2003) – estavam na linha de frente, assumindo o controle. Em apenas um ano de lançamento, Smash, abastecido por dois grandes hits de MTV e rádio, “Come Out and Play” e “Self Steem” (e também com um terceiro menor single, “Gotta Get Away”), vendeu mais de cinco milhões somente nos EUA. Hoje, já ultrapassou 10 milhões de cópias no mundo todo.

Não muito tempo após Smash reorganizar a cena indie, o relacionamento que ficou para a história entre o The Offspring e a Epitaph azedou, levando à uma amarga e pública separação. Ambas as partes, no entanto, passaram a experimentar ainda mais o sucesso – The Offspring lançou uma série de álbuns, o mais recente em 2012, “Days Go By” pela grande gravadora Columbia, enquanto a Epitaph se expandiu para incluir a 'marca – irmã' ANTI – home no Hall da fama do Rock and Roll como Tom Waits, Mavis Staples e do falecido Joe Strummer.

No entanto, Smash continua sendo a maior vitória do The Offspring e da Epitaph – individualmente ou em conjunto. E este ano, em homenagem ao 20º aniversário do álbum, Epitaph está lançando uma reedição ampliada, enquanto o The Offspring sairá em uma turnê de verão que tocará o álbum em sua totalidade. Holland, Noodles, Gurewits entre outros, relembram a produção de Smash, assim como sua grande repercussão – boa, ruim e feia, inclusive – que resultou de seu surpreendente sucesso.

 

 

Kevin “Noodles” Wasserman: The Offspring tocava punk rock, e em 1994 já estava fazendo isso por 10 anos. E punk rock sempre foi tocado em boites 'out-of-the-way' nas partes ruins da cidades. Nós não éramos permitidos no Sunset Strip. Nós não podíamos tocar no Roxy ou no Whisky. Nós fomos enviados para os lugares clandestinos nas regiões industriais da cidade. Mas tudo isso estava mudando.

Brian “Dexter” Holland: Nirvana definitivamente deixou as portas abertas. De repente, você estava vendo “Smells Like Teen Spirit” na MTV e o vídeo parecia um show de punk rock. Parecia quando nós tocávamos Gilman Street em Berkeley. Fez tudo parecer possível. Porque a partir desse vídeo foi só um pequeno passo para Henty Rollins ou para os Smashing Pumpkins. Foi chegando cada vez mais perto e em '94 as pessoas já estavam prontas para isso.

Noodles: Smash foi o nosso terceiro álbum. E foi só mais um álbum. Não era como se, de repente, nós estivéssemos fazendo o nosso Sgt. Pepper's. Embora algumas músicas parecessem um pouco diferentes, com certeza.

Holland: Até mesmo no [1992] Ignition nós tivemos uma música relativamente lenta que se chamava “Dirty Magic”. Então nós já estávamos saindo um pouco da zona de conforto, e talvez nós tenhamos feito um pouco mais disso no Smash.

Noodels: Quando nós começamos a escrever “Self Steem”, eu não entendi nada. A estrutura da música parecia muito esquisita para mim. Nós estávamos acostumados a tocar tudo muito rápido – o mais rápido que pudéssemos. E lá estava um som que era bem devagar.

Brett Gurewitz: “Come Out and Play” era uma éspecie de trilha incrivelmente original. Tem aquela “coisa mágica” que alguns hits tem. Tem uma ranhura incomum para uma música punk. Tem uma vibe surf. Tem uma parte que a guitarra soa como uma guitarra do Oriente Médio. E ao mesmo tempo, tem a sua escuridão sexy. Foi muito, muito original e extremamente infecciosa.

Noodles: Sério, a única parte que pareceu ser diferente para mim nessa música foi a frase: “You gotta keep 'em separated.” Quando eu ouvi esse pequeno trecho, eu gargalhei.

Holland: Eu rachei de tanto rir. Mas eu sabia que se eu tentasse explicar isso para os caras ele ficariam, tipo: “Que porra que você está falando?” Então eu meio que falei para eles, “Relaxa. É algo que é muito bom. Vai ficar legal.” E eu deixei todo mundo se perguntando até o último minuto.

Noodles: Nós tinhamos um amigo, Jason “Blackball” McLean que tinha uma voz inconfundível. Ele cresceu em uma baixo mexicano, todos os seus amigos eram mexicanos, ele tinha as gírias, o sotaque. Ele era um Scottish cholo de Whittier [risos] Então nós o pedimos para fazer essa frase. Ele acabou fazendo isso no vídeo, também.

 

 

Holland: A letra de “Come Out and Play” e da maioria das outras músicas eram sobre qualquer coisa que acontecesse na minha frente. Naquela época, eu era um estudante de graduação e eu ia para a escola todos os dias em um carro merda, dirigindo pela East L.A. Gangland Central. Eu estava lá no dia dos protestos em L.A. Então eu estava muito consciente sobre essa parte do mundo e todas essas coisas acabaram resultando em músicas como “Come Out and Play.” Mas também tinha um pouco de humor, tipo “Bad Habit”. Havia muita violência e raiva nas rodovias naquele momento. E o meu carro era tão merda que as pessoas literalmente tacavam coisas em mim na estrada porque eu não estava indo rápido o suficiente. Então eu decidi escrever uma música sobre isso.

Holland: Nós estávamos na Track [Record Studios] em North Hollywood com o [produtor] Thom Wilson, e nós estávamos escrevendo até o último minuto. Nós não tinhamos muito tempo para concluir o álbum e não tinhamos muito dinheiro. Até que alguém disse: Vai custar $20.000 para gravar o Smash. Era um orçamento muito apertado para a época. Nas duas últimas noites eu ainda tinha quatro músicas para terminar. Eu chegava, passava algumas horas escrevendo a letra, depois algumas horas cantando o que eu escrevi. Depois fazia tudo de novo. Eu lembro que “It'll Be a Long Time” e “Smash” aconteceram nesse período. Eu ficava lá até as 5 horas da manhã tentando terminar tudo.

Gurewitz: Eu não sei se estava claro para todo mundo que “Come Out and Play” deveria ser o primeiro single. Mas estava definitivamente claro para mim.

Noodles: Imediatamente KROQ [em L.A.] começou a tocá-la, e isso meio que espalhou tudo. Eu acho que foi o Jed the Fish que colocou a gente tocando como “Catch of the Day”. E depois a música foi parar nos 5 Furiosos, às 9. Era uma alta rotatividade, com certeza. Teve uma excelente resposta dos ouvintes. Eu sei que me ligavam toda vez que a música tocava! Eu lembro que naquela época nós fomos tocar em uma competição de snowboard em Valdez, Alaska, abrindo o show do Pennywise. E todos os nossos amigos estavam dizendo: “A música que está tocando no KROQ!” Eu estava com o Byron [McMackin, bateirista] do Pennywise e ele disse: “ Cara, a gente vai ter que abrir o show de vocês da próxima vez?”

Holland: Nós começamos a receber muita atenção estranha. Eu estava morando em um apartamento minúsculo em L.A., e eu me lembro de uma manhã que eu fui para a cozinha lavar minha tigela de cereal. Eu estava em pé, de cueca boxer e olhei pela janela para o apartamento do outro lado. Tinha um cara em pé na varanda com um telefone sem fio e eu pude ouvi-lo falar: “Sim, cara! Eu estou olhando para ele agora!”

Noodles: Até o Smash sair, eu era zelador. Chefe dos zeladores da Escola Primária de Earl Warren. Na verdade, quando Smash saiu eu ainda estava lá. O disco foi lançado em abril e eu não saí até meados de junho. Eu prometi para o meu chefe que eu ficaria até o término do ano escolar! Nós tinhamos uma música no rádio com alta rotatividade e eu ainda estava correndo atrás das criancinhas.

Holland: Eu estava correndo atrás de um Ph.D. em biologia molecular [na Universidade do Sul da Califórnia] e então eu tranquei. Minha mãe não ficou nada feliz com isso! Meu professor pensou que eu estivesse comentendo um erro terrível. Mas não era como se eu estivesse mandando um 'foda-se'. Nós estávamos vendo que isso ia dar em alguma coisa. E nós tinhamos que ir adiante.

 

 

 

Traduzido para o português por Isabella Guzzardi Hable

 

Link da entrevista original: http://www.rollingstone.com/music/news/the-offsprings-smash-the-little-punk-lp-that-defeated-the-majors-20140408?page=2


 



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Postado por IsabellaGuzzardi | 27-06-2016 | Comentários
#TheOfsspring; #Smash; #BadReligion; #Epitaph; #Columbia

Em algumas discussões recentemente sobre o setlist engessado do The Offspring, muitos fãs diziam que gostariam de ver outras músicas, clássicos do Ignition, mais do Ixnay on the Hombre, Splinter, Rase and Fall. 
 

Pensando nisso, os membros do grupo The Offspring Brasil, resolveram montar uma enquete, com mais de 30 opções de sons para nós fãs escolhermos 5 dentre estas inumeras opções de canções que a banda possui.
 

 

Clique AQUI e escolha suas favoritas.

 

Votação aberta até dia 30/06.

 

Lembrando que esta enquete é feita de fãs para fãs. Tentaremos levar o resultado à banda para que, quem sabe, nos surpreendam em setembro na turnê pela América do Sul.

 

Caso não consiga acessar, segue o link: https://docs.google.com/forms/d/1Cmbtqa03-NQg4NFB5d6TuoDJwGmrufhPI-8YOePR8xQ/viewform?c=0&w=1

 



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Postado por | 21-06-2016 | Comentários